Cerimônia homenageia Carnaval e samba paulistas
Um evento para saudar o samba e os sambistas. Foi com esse propósito que o deputado Donato (PT) promoveu no dia 24/11 uma homenagem ao carnaval e samba paulista na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Em parceria com a SP em Retalhos, grupo sociocultural formado por sambistas tradicionais de São Paulo, a solenidade homenageou, com um diploma de agradecimento, representantes da sociedade pelos serviços prestados à cultura popular paulista.

O evento ocorreu na última semana do mês da consciência negra e a poucos dias do Dia Nacional do Samba, celebrado em 2 de dezembro. Segundo Donato, as duas comemorações marcam um pouco da contribuição do povo negro trazido de África, que foi vilipendiado por 388 anos de escravidão no Brasil. Esse passado, no entanto, não apagou sua cultura, força e contribuição para a nação brasileira.
“O objetivo desse evento é resgatar a contribuição para não cair no esquecimento. O Brasil tem essa dívida, ainda, mal resolvida de ter a reparação merecida aos descendentes do povo negro”, afirmou o deputado.

Representando a deputada Leci Brandão (PCdoB), o coordenador da SOS Racismo da Alesp, Jorge Luis de Oliveira, mais conhecido como Jorginho Saracura, vê com satisfação um evento que exalta, enobrece e reconhece o sambista dentro da Assembleia.
A presidente da Associação dos Destaques do Estado de São Paulo (Adesp), Izaura Panfili, reforçou que, apesar dos avanços, ainda há a necessidade de políticas públicas para defender o ritmo musical mais simbólico do Brasil. “É a partir da união e de iniciativas como essa que a gente preserva o samba: homenageando, registrando e debatendo”, disse. Izaura também destacou o papel das escolas de samba e das associações filantrópicas que lutam para estar no carnaval de São Paulo

Da exposição para a solenidade
O presidente e fundador da SP em Retalhos, Junior Famelli, explicou que o evento é uma extensão da mostra “A sociedade dos sambistas mortos”, em exposição até 5 de dezembro no espaço Heróis de 32 da Alesp.

A exposição leva o nome do último livro de Famelli e retrata o dia-a-dia do sambista. A ideia é resguardar a memória dos sambistas que já morreram e valorizar, com o evento, os que estão vivos. “São Paulo tem uma história muito forte com o samba, e o povo paulista precisa conhecer seus personagens. É necessário que o paulista sinta-se orgulhoso de sua história e ancestralidade. Muitos sambistas vieram do Interior para a Capital, colaboraram com o samba e o carnaval daqui”, destacou.
Homenageados
Foram homenageados com um diploma de agradecimento pelos serviços prestados à valorização do samba paulista: a Velha Guarda da Escola de Samba Vai-Vai; a presidente da Embaixada do Samba Paulistano, Laura Iris Pereira da Silva; a presidente da Adesp, Izaura Panfili; Edson Gomes, Rosamaria Cris Silvestre, o poeta Liberto Solano Trindade, Maria de Lourdes Oliveira Juvêncio (de São João da Boa Vista); e a ex-presidente da Camisa Verde e Branco, Magali dos Santos.

“A maior satisfação que eu tive foi pertencer ao samba de São Paulo”, afirmou o poeta Liberto Solano Trindade.
(Via Portal Alesp)







